sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Ecografias Emocionais (ou não!)

Era uma vez uma grávida.
Certo dia a grávida recebeu um convite para fazer uma ecografia 4D, de 5 minutos, gratuita!
Como todas as grávidas, ficou excitadíssima com a possibilidade de ver a carinha do seu bebé e inscreveu-se de imediato.
Ao chegar ao sítio, foi encaminhada para uma salinha onde estaria uma rapariga (Enfermeira? Médica? Técnica?) para recebê-la.
A dita rapariga começou a falar muito rapidamente e a explicar como funcionavam as Eco 4D e a diferença entre estas e as 3D e…pouco mais a grávida se lembra, tendo em conta a velocidade, tipo leilão de mercado, que a rapariga falava.
O conto de fadas acabou assim que no meio desta viagem vertiginosa se falou em promoções, 50% desconto, pacotes de ecografias e coisas que nos toldam o cérebro e nos ativam o chip da luxúria!

Não me lembro de muito mais, parece que estas pessoas/empresas têm o dom ( e se calhar têm) de nos anestesiar com aquilo que têm para vender! É que, lá está, cheguei à conclusão que a rapariga por identificar, era, afinal, vendedora! Quando dei por mim já tinha sacado do cartão de crédito para pagar a eco 4D com 50% de desconto. Ainda nem tinha feito aquela que ali me propus, mas já tinha pago outra. Na hora. Ali. De imediato. Porque não havia possibilidade de pagar depois, uma vez que a campanha era naquele dia!
Começamos a ecografia emocional (como lhe chamam) e a rapariga só dizia que o bebé ainda era muito pequenino e que não dava para ver nada!
Olha porra, e não sabem dizer isso antes?? Eu sei que foi de borla (quer-se dizer, mais ou menos, vá!) mas se fosse melhor fazer mais tarde, era simpático se tivessem dito, não?!
A eco acabou (5 min né??) e não vimos coisa nenhuma!
Saímos de lá desiludidos e com menos 75€ na conta.
Ahh, mas calma! Saímos, mas não foi para ir para casa, é que noutra sala já estava outra rapariga (Enfermeira? Médica? Técnica?) para nos dar uma palavrinha sobre células estaminais.
Uma palavrinha durou uns 30/45 min. em que nos fizeram sentir, de forma subtil, as piores pessoas do mundo por não optarmos pela preservação das células!
E que previne aqui e previne ali, e mais de não sei quantas doenças, bla bla bla!
Ou seja, cada um faz o que quer, mas honestamente, uma decisão destas, em que estão em causa 1500.00€, tomamos ali? Em 15 minutos? Sem pensar? Sem ponderar? Conversar?
Ah mamã, mas a campanha é só hoje! Repetiu a vendedora (sim!) vezes sem conta!
E tem este desconto, e esta oferta, e mais aquela, e mais a outra!
Depois da palestra dada, resolvemos ir embora, independentemente da nossa decisão, nunca seria tomada desta forma! Afinal, quem é que não gosta deste tipo de pressão?! Fantástico!
Estávamos já à porta da farmácia para ir embora, quando vem de lá outra vendedora (sim!) e diz: estamos em campanha com os produtos "xpto" para o bebé, não querem aproveitar?

NÃO!
Porra! Mas eu vim à farmácia ou à feira??!!


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Sexo

Não, não é o do bebé, continuamos a aguardar a chegada do nosso “feijanite” para saber!

O outro sexo, aquele que, perdoem-me as mentes púdicas, fazemos por prazer, amor, procriação, descompressão, satisfação, desejo, vontade e por aí adiante!
Uns preferem ao Domingo, outros todos os dias; uns gostam de fazer tudo, outros chamam-lhe pecado; uns têm a mente aberta para a busca dessa satisfação, outros só gostam de uma posição! Seja como for, o resultado final é sempre o mesmo: prazer!

E esta é a história do sexo na gravidez, do género cómico ou trágico, conforme o ponto de vista e nível de sarcasmo de quem a lê!

Primeiros 3 meses:
Diálogo (conflito) interno da grávida:

- Aii! Se calhar não me apetece muito, sei lá, tenho medo de fazer alguma coisa mal…
- Epah! Então mas que conversa é esta?! Eu sei bem que não faço mal nenhum, já li tanta coisa sobre isso!! Bora lá então!
- Hmmm tenho um bebé a crescer dentro de mim…mas ainda estou super sexy e cheia de sex-appeal! Uhh vou aqui fazer um strip para apimentar a coisa! 
- Ahhh o bebé continua dentro de mim, e a crescer!
- Epah dou aqui uma volta de 180º à maluca, ainda me esbardalho de cima dos saltos! Mas ainda estou super bem…
- Ah se cair de cima dos saltos é capaz de não ser muito bom para o bebé! Bom, cago-me nisto! Vou-me descalçar!
- Deito-me aqui de lado na cama que nem parece que tenho barriga! Uhhh!! Sexy!!
- Aiiiii que xixi!!!

 Não, não estamos à vontade! Temos um Ser a crescer dentro de nós, há todo um novo mundo a desenvolver-se! Há uma balança muito pouco equilibrada entre o sex-appeal da mulher, o sentir-se e fazer-se sentir desejada e o novíssimo universo de ser mãe! É difícil conjugar os dois sem que entrem em conflito! Se pensava nisto antes? Não! Se achava que fazia sentido? Não! Se alguma vez achei que me iria incomodar? Não! Que é real? Sim, para mim foi!
E não, não tem nada a ver com o nosso parceiro, tem a ver connosco e com as mudanças hormonais que o nosso corpo está a sofrer, aliás, o que é o desejo sexual inicial senão um impulso hormonal?

 
Dos 4 aos 7 meses: “Aproveite agora, o seu desejo vai ser cada vez maior uma vez que todas as veias e terminações nervosas estão muito mais dilatadas, mas a barriga ainda não está grande o suficiente para incomodar” – dizem todos os livros, panfletos e brochuras sobre as diferentes fases da gravidez.
Diálogo (conflito) interno da grávida:

- C’a ganda pança que já tenho! Mas uma pessoa tem vida à mesma! Agora apetece mais, as terminações nervosas estão ao rubro, as veias dilata…Dizem…!
- Awwwww!! Que giro! O bebé mexeu-se!!
- Bom, esta cena agora das posições é lixada! Vamos lá tentar por baixo!
Ahhhhh!!! Estás a esborrachar-me a barriga!!!!
 Xixiiiiiiii!!!!!!!
- De lado: O homem agora agarra-se onde?? À barriga??!! Ao ossinho da bacia?! Com algum equilíbrio isto vai lá!
- Awwww!! O bebé está a mexer-se, outra vez...que cena…agora é um bocado estranho! Que timing!
- Ah vou mas é comandar o barco, mando-lhe um salto pra cima e isto assim já deve ir melhor!
Upps o barco está prestes a naufragar por excesso de carga! Isto antes não era tão difícil! Porra, estou cansada!
- Ohh!! Lá está a mexer-se outra vez!
- Naaa, isto assim também não está a dar! De gatas se calhar dá melhor!
Uiii! Gases! Gases! Gases! Espectacular! O ambiente agora fica que é um mimo!

8º e 9º mês:

Diálogo (conflito) interno da grávida:
- Fazer amor? AHAAHAAHAHA
- Dobrar-me? AHAAHHAHAA
- Levantar-me? AAHAHAHAH
- Olha a pontinha dos meus pés ali!! Uiii parecem uns porquinhos gordos!!


Há vontade, há! Mais do que havia antes? Sim! É muito bom? Não! Precisamos disso na gravidez? Sem dúvida! Podemos pular a fase inicial e ir diretamente para o objetivo final? Parece-me uma excelente ideia!
Se isto me incomoda? Não!
Precisamos ter a capacidade de conseguir conversar com os nossos parceiros e compreender as dificuldades que ambos estamos a sentir! Sim, isto não se aplica só a nós! Eles também sentem as nossas diferenças, mudanças e receios! Por isso mesmo, estes assuntos devem ser falados com a seriedade e descontração que merecem! É uma fase! Mas uma das mais bonitas da história do casal! Vai passar, não dura a vida toda, mas se tudo correr bem, o vosso amor sim!

Conversem, partilhem ideias, riam juntos, riam um do outro; pois quando forem velhinhos e a chama tiver diminuído, terão já aprendido a fazer amor com as palavras e a sentir desejo só com o olhar!
 
 
 
 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Amor Próprio


Nem sempre gostei do meu cabelo!
Não sabia o que lhe fazer, não tinha caracóis, mas também não era liso; não acertei nas cabeleireiras e passei boa parte da minha adolescência com ele amarrado por não saber o que lhe fazer, o que, também não foi a melhor solução, pois as patilhas enormes que sempre tive, ficavam estupidamente evidenciadas, complicando, ainda mais, a temática dos penteados.

Nem sempre gostei dos meus olhos!
Eram tão diferentes um do outro que apesar de não ser estrábica, dava a sensação que tinha um mais fechado que outro devido à diferença das “dobras” das pálpebras! Fotografias tipo passe eram a loucura!

Nem sempre gostei das minhas sobrancelhas!
Não tinha uma monocelha, mas quase! Eram tão, mas tão grossas que se fosse hoje (na altura não tinha essa capacidade) chamar-lhes-ia “tapetinhos”!

Nem sempre gostei das minhas orelhas!
Eram grandes! E voltando ao penteado de cabelo amarrado, a modos que, realçar esta parte também não abonava muito a meu favor!

Nem sempre gostei do meu nariz!
Era largo! Esborrachado e arrebitado! E de tantas vezes o esfregar quando estava constipada, fez com que durante um largo período tivesse um risco mesmo ao meio, na horizontal!

Nem sempre gostei dos meus braços e pernas!
Eram peludos! Muito peludos! Demasiado peludos! Nenhuma das raparigas que conhecia era tão peluda quanto eu, e isso, para além de me entristecer, irritava-me profundamente!

Nem sempre gostei do meu rabo!
Era achatado e comprido! Tinha tanta dificuldade em gostar dele, que usei durante muito tempo, todos os dias, as mesmas calças de ganga elástica, que, na minha opinião de pré-adolescente, eram as únicas capazes de salvar a coisa!

Nem sempre gostei de mim, mas isso não me impediu de aprender!

Aprendi que todos temos defeitos e quando alguém gosta de nós, eles pouco importam!
Aprendi que gostar de nós, é o primeiro (senão o único) passo para que os outros também gostem!
Aprendi que, os outros gostarem ou não pouco importa, se nós pouco nos importarmos com isso!
Aprendi que crescer custa, que amadurecer dói e que acreditar em nós é um processo delicado!
Aprendi que se conseguir gozar e brincar com os meus defeitos e problemas, os outros podem fazê-lo sem que isso me afecte!
Aprendi que gozar e brincar comigo própria é um mecanismo de defesa, dos mais eficazes que conheço!
Aprendi que a ironia e o sarcasmo fazem parte de mim!
Aprendi que ser forte, na maioria das vezes, não é opcional, é imperativo!
Aprendi que ser honesta em tudo aquilo que faço não é só qualidade, é o melhor caminho para me conhecer!
Aprendi que excesso de modéstia, também é defeito!
Aprendi que ser sincera custa muito menos que ser orgulhosa!
Aprendi que um abraço consegue ser o medicamento mais eficaz!
Aprendi que acreditar em nós próprios é o maior poder do universo!
Aprendi que um sorriso sincero começa nos olhos e não nos lábios!
Aprendi que tudo acontece por um motivo!
Aprendi que tudo chega na altura certa, e não quando queremos!
Aprendi que dizer "não" carrega tão ou mais amor que dizer "sim"!
Aprendi que sou feita de sonhos e de risos, e que rir, é, sem dúvida, o melhor remédio!
Aprendi que chorar faz parte e faz tanta falta quanto sorrir!
Aprendi que não importa se somos gordos, magros, altos, baixos, morenos ou louros, uma boa conversa, uma boa gargalhada e um bom carácter fazem de nós as pessoas mais bonitas do mundo!
Aprendi que não sou perfeita e deixei de o querer ser!
Aprendi que vou falhar, talvez, tantas vezes quantas as que irei tentar!
Aprendi que estou sempre a aprender, e ainda bem!


Ainda não aprendi a educar, e isso assusta-me tanto que me faz tremer!


“Meu amor maior, quero que saibas que ainda não sei ser tua mãe, mas no que depender de mim, serás sempre fiel a ti próprio, e isso meu amor, é o caminho para seres feliz, sempre!






Só as mães sabem

Amar-te. É sentir saudades tuas todos os segundos, mesmo que estejas a meu lado. É ser irracional e querer cuidar-te sempre. Para sempre. Co...